terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Estudos Bíblicos - O Homem sem Deus é 'Mau até os Ossos'?



O Homem sem Deus é 'Mau até os Ossos'?




Segundo o que dispõe o profeta Miquéias, tanto o melhor quanto o mais justo dos homens são reprováveis diante de Deus e precisavam nascer de novo. A reprovação divina não é por causa da moral, do comportamento, da psique, da condição física ou financeira dos homens. Os homens tornaram-se reprováveis (desagradáveis) diante de Deus por causa da condenação estabelecida em Adão. Em Adão ‘pereceu’ da terra o homem piedoso. Todos deixaram de ser retos diante de Deus ( Mq 7:2 ; Rm 3:23 ).
O
calvinista Phil Johnson fez o seguinte comentário ao livro de Efésios, capítulo dois, versos um a três: “Observem de perto o que ele diz ali: Toda pessoa não regenerada está espiritualmente morta, andando de acordo com Satanás, sendo por natureza filha da ira. Nós nascemos neste mundo como completos pecadores - não simplesmente um pouco manchado pelo pecado, mas completamente, desesperadamente, em escravidão a ele. Todo aspecto de nosso ser - mente, emoções, desejos, e até mesmo nossa constituição física - é corrompido, controlado, e desfigurado pelo pecado e seus efeitos. Ninguém escapa desse veredicto. Nós somos totalmente depravados” Phil Johnson, Maus até os Ossos, artigo publicado no Site Bom Caminho, tradução de Juliano Heyse, título original: B-b-b-b-bad to the bone, Blog Pyromaniacs (grifo nosso).
Neste pequeno parágrafo o Sr. Johnson nomeia a condição do homem sem Cristo de ‘totalmente depravados’, ‘completos pecadores’. Para descrever a condição de sujeição ao pecado ele utiliza as seguintes palavras: todo, completos, desesperadamente, totalmente, etc. Até mesmo a constituição emocional e física do homem é descrita por Johnson como sendo corrompida, controlada e desfigurada pelo pecado.
Analisemos o comentário do Sr. Phil Johnson à luz da bíblia.

Princípios Bíblicos
A bíblia demonstra que o melhor dos homens é comparável a uma 
sebe (cerca) de espinhos e o mais reto dos homens comparável a um espinho, ou seja, todos os homens gerados segundo Adão são pecadores "O melhor deles é com
o um espinho; o mais reto é pior do que a sebe de espinhos; veio o dia dos teus vigias, veio o dia da tua punição; agora será a sua confusão" ( Mq 7:4 ).
Não importa as questões morais, físicas ou psíquicas do homem: tanto o melhor quanto o mais reto dos homens são igualmente pecadores (comparáveis a uma cerca de espinhos ou a um espinho) por serem gerados participantes da natureza caída de Adão. Todos os homens ‘germinaram’ de uma semente corruptível (espinheiro), a semente de Adão.
Outra figura que ilustra esta mesma realidade foi exposta por Jesus no famoso Sermão do Monte. Os homens quando nascem entram por uma porta larga (Adão) e seguem por um caminho largo que os CONDUZEM à perdição. Jesus demonstrou que, para o homem ver-se livre de tal condenação é necessário nascer de novo ( Jo 3:3 -7; Mt 7:13 -14).

Aplicação Prática
Compare o que a bíblia diz acerca destas quatro pessoas e aponte qual delas era mais (ou menos) pecadora (segundo Phil, depravados)?
  • Nicodemos, que era mestre, juiz, judeu e um religioso exemplar, e que, portanto, representava o melhor que a sociedade à época dispunha no comportamento e na moral ( Jo 3:1 );
  • A mulher samaritana, por ter convivido com cinco maridos e o que ela tinha não lhe pertencia ( Jo 4:18 );
  • O paralítico do tanque de Betesda, que ficou à beira do tanque por trinta e oito longos anos ( Jo 5:5 );
  • O jovem rico: apesar da religiosidade e cumpridor dos ‘mandamentos’, apegado a sua riqueza.
Embora não fosse dado à promiscuidade, Nicodemos não estava em uma posição melhor diante de Deus, se comparado à condição da mulher samaritana. Percebe-se que, diante de Deus, tanto Nicodemos quanto a mulher samaritana precisavam nascer de novo.
Do mesmo modo, tanto o Jovem rico, cumpridor dos mandamentos, quanto o paralítico, que passou trinta e oito anos deitado à beira do tanque, haveriam de perecer, caso não se arrependessem. Ora, quem era ‘mais’ pecador: o paralítico ou o jovem rico? Que ‘depravação’ há em ficar trinta e oito anos à beira do tanque de Betesda esperando um anjo agitar as águas? Como poderia o jovem rico ser completamente depravado, se ele era cumpridor dos mandamentos?
Porém, o que se observa diante da mensagem do evangelho, é que, tanto o paralítico no tanque de Betesda quanto o Jovem rico precisavam arrepender-se, pois ambos, de igual modo pereceriam, caso não se arrependessem “Não, vos digo! Antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis” ( Lc 13:5 ).

Considerações Essenciais
Alguns judeus pensavam que os galileus que foram mortos por Pilatos, cujo sangue foi misturado aos sacrifícios que eles realizavam, eram mais pecadores que todos os outros galileus ( Lc 13:1 -5). Por que os judeus chegaram a esta conclusão?
Segundo a concepção deles, os galileus eram pecadores por serem gentios. Porém, havia um agravante: estavam sacrificando aos ídolos. Como o sangue dos galileus que foram mortos foi misturado ao sangue do sacrifico que ofereciam aos ídolos, concluíram que padeceram tais coisas por serem mais pecadores que todos os outros galileus.
Porém, Jesus afirmou que os galileus que foram mortos não eram mais pecadores que o restante dos galileus por terem sido mortos, antes, todos eles haveriam de perecer de igual modo, caso não se arrependessem.
Para ilustrar seu ensinamento, Jesus os fez lembrar a queda da torre de Siloé, que ficava em Jerusalém. Não é porque dezoito pessoas morreram na queda da torre, que eram mais pecadoras que os moradores de Jerusalém.
Como os judeus se consideravam filhos de Deus por serem descendentes de Abraão, acabavam por apontar as catástrofes envolvendo outros povos como sendo resultado do pecado, porém, esqueciam que também eram sujeitos as catástrofes.
Com base no alerta que Jesus deu, percebe-se que os judeus acreditavam (por serem descendentes de Abraão) que estavam em uma condição melhor diante de Deus, se comparados aos galileus que foram mortos por Pilatos.Mas, Jesus demonstrou que todos os homens precisam mudar de concepção acerca de como se alcança a salvação de Deus (arrependimento), pois se não mudarem de conceito, igualmente perecerão ( Lc 13:1 -5).
Este evento em particular demonstra que é uma concepção humana, desprovida de respaldo bíblico, apontar qualquer evento catastrófico, enfermidades, calamidades, deformidades, etc., como sendo provenientes ou causados pelo pecado.
O que diz as Escrituras
Segundo o que dispõe o profeta Miquéias, tanto o melhor quanto o mais justo dos homens são reprováveis diante de Deus e precisam nascer de novo. A reprovação divina não é por causa da moral, do comportamento, da psique, da condição física ou financeira dos homens. Os homens tornaram-se reprováveis (desagradáveis) diante de Deus por causa da condenação estabelecida em Adão. Em Adão ‘pereceu’ da terra o homem piedoso. Todos deixaram de ser retos diante de Deus ( Mq 7:2 ; Rm 3:23 ).
A bíblia informa que toda humanidade estava destituída da glória de Deus porque pecaram ( Rm 3:23 ). Ora, pecaram não por causa de questões psíquicas, físicas, morais, comportamentais, etc., antes pecaram porque foram vendidos ao pecado como escravos. É por isso que as escrituras protestam contra os judeus, pois eles pensavam que eram salvos por serem descendentes de Abraão: "Teu primeiro pai pecou, e os teus intérpretes prevaricaram contra mim" ( Is 43:27 ).


A Escravidão do Pecado
Assim como os descendestes de escravos nos regimes escravocratas já nasciam sob o jugo da servidão pelo simples fato de descenderem de escravos, o homem gerado da semente corruptível (Adão) vem ao mundo sob o jugo (escravidão) do pecado, e, portanto, são pecadores ( Jo 8:34).
À época de Jesus os escravos eram iguais aos homens ‘livres’, tanto no físico quanto na psique, ou seja, o fato de serem escravos não os tornava ‘menos’ humanos que os homens livres. Porém, o que pesava (diferencial) sobre eles era o jugo imposto pela sociedade escravocrata. Semelhantemente, não é a psique, nem as emoções e nem os desejos dos homens nascidos sob a égide do pecado que os tornam diferentes dos nascidos de novo.
As emoções são pertinentes a todos os homens e contempla tanto os que estão sob o jugo do pecado quanto os que estão sob o jugo da justiça “Fostes libertos do pecado, e vos tornastes escravos da justiça” ( Rm 6:18 ). O homem com Cristo é alvo das mesmas emoções que os homens sem Deus. Ambos ficam tristes, alegres, deprimidos, motivados, choram, riem, etc. Ambos pensam, raciocinam, trabalham, etc. Ambos tem fome, sede, apetite sexual, sonham, etc.
Através do comparativo acima se conclui que, nem o pecado e nem a justiça subjugam as emoções, as sensações, os desejos e a psique do homem. Nem o pecado nem a justiça subjugam os homens através das emoções, fraquezas, desejos, etc.

O Filho do Homem
Jesus chorou, esteve aflito, angustiou-se, alegrou-se, comeu, bebeu, foi às festas, ou seja, as emoções e sensações físicas de Jesus eram idênticas as dos seus irmãos carnais, porém, é certo que ele não foi sujeito ao pecado pelo fato de ter ficado aflito ou chorado ( Hb 4:15 ).
Por outro lado, não é por que os monges budistas vivem uma vida de meditação perene para afastar ou reprimir alguns sentimentos e emoções que serão livres de pecado.
Em que Jesus foi semelhante aos seus irmãos, se não nas fraquezas, emoções, sensações, desejos e psique? ( Hb 2:14 ; Mt 26:37 )
O verbo de Deus se fez carne, o que demonstra que o corpo físico não é o que vincula o homem a servidão do pecado. Assim como os filhos participam da carne e do sangue, Jesus também participou das mesmas coisas (carne, sangue), porém, sem pecado, visto que ele foi gerado de Deus ( Hb 2:14 ).
O que diferenciava o Cristo de Deus dos outros homens não era a psique (inteligência e moral superiores), ou o físico (carne e sangue), antes o diferencial estava no fato de Ele ser gerado de Deus, ou seja, sem pecado "Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus" ( 1Jo 3:9 ).
Do mesmo modo, o diferencial entre os que crêem no evangelho de Cristo e os descrentes não estão na psique ou no corpo, antes, no fato de que crêem no evangelho e foram de novo gerados segundo Deus, em espírito e em verdade.
O diferencial entre aqueles que servem e os que não servem a Deus está em que os que servem são nascidos de Deus, e os que não sevem nascidos segundo a vontade do varão, da carne e do sangue ( Jo 1:12 -13).
Para ser homem, ou seja, como ‘um de nós’, o Verbo de Deus teve que ser participante da carne e sangue, compartilhando das mesmas fraquezas e limitações pertinentes a natureza humana ( Jo 1:14 ). O fato de os homens serem sujeitos às fraquezas não se vincula e nem deriva do pecado, pois o Verbo de Deus teve que participar das mesmas fraquezas e limitações humanas para ser como ‘um de nós’.
Como seria possível Jesus ‘compartilhar’ das fraquezas humanas se ‘as fraquezas’ derivassem ou fossem produzidas pelo pecado?
O Homem
O que se observa através das escrituras é que os sentimentos e as emoções humanas vinculam-se diretamente à natureza humana. Deus criou o homem na condição e posição de homem, ou seja, fraquezas, necessidades, prazeres, sonhos, desejos, medos, coragens, etc., são elementos pertinentes à natureza humana “Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado" ( Hb 4:15 ).
Acaso o apóstolo Paulo sentiria prazer nas fraquezas e necessidades se tais sentimentos e emoções fossem provenientes do pecado? "Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte" ( 2Co 12:10 ).
A bíblia é clara: “O salário do pecado é a morte”, e quando Adão pecou trouxe sobre si e sua descendência um julgamento com uma pena única, que resultou em destituição (alienação) da glória de Deus (condenação).
Ou seja, não podemos ser mais ‘realistas’ que a bíblia e dizer que a condenação estabelecida em Adão influenciou a constituição física e emocional do homem. A pena estabelecida antes da desobediência de Adão foi única: “...certamente morrerás” ( Gn 2:17 ). Quando Deus falou com Adão e Eva na viração do dia, eles já estavam mortos, ou seja, destituídos da glória de Deus.
Logo em seguida, por causa da queda:
  • Deus retirou o homem do Éden – Deus retirou o homem do Éden para que ele não lançasse mão do fruto da árvore da vida; a condenação proveniente da desobediência foi alienação de Deus, e a saída do Éden para o homem não lançar mão da imortalidade ( Gn 3:22 );
  • Deus promete o descendente ( Gn 3:15 );
  • Estabelece a sujeição da mulher ao marido e a dor na gestação ( Gn 3:16 );
  • Por causa do homem Deus amaldiçoa a terra, institui o trabalho e apresenta a morte física “Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado; pois és pó, e ao pó tornarás” ( Gn 3:19 ); antes de pecar, o oficio do homem era lavrar e guardar o jardim do Éden ( Gn 2:15 ); após a queda, por ter sido lançado do jardim do Éden, Deus deu um novo oficio para o homem.
Quando o Verbo de Deus foi introduzido no mundo dos homens, ele tornou-se participante do pó da terra, porém, como Filho de Deus sempre esteve unido ao Pai. Ao despir-se da sua glória, o Verbo se fez carne e tornou-se como ‘um de nós’ "Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó" ( Sl 103:14 ).
Porém, não podemos esquecer a relação estabelecida por Deus: “Tu és pó, e ao pó tornarás” ( Gn 3:19 ). Ao assumir a condição de Servo, Jesus teve que se sujeitar as mesmas leis e fraquezas pertinente aos homens. Ele teve que viver do suor do seu rosto, porém, viver do suor do rosto não é uma pena proveniente do pecado ( Gn 3:19 ), bem como tornar ao pó da terra.
Devemos ver nitidamente o que o escritor aos Hebreus apresenta acerca de Jesus: “Vemos, porém, aquele que foi feito um pouco menor que os anjos, Jesus, coroado de glória e de honra, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos” ( Hb 2:9 ). Ele foi feito homem (menor que os anjos) por causa da paixão da morte. Para ser possível provar a morte física, que é totalmente diferente da morte espiritual ou destituição da glória de Deus, que Jesus se fez carne!
Isto indica que, provar a morte física não é conseqüência do pecado, antes é algo pertinente a fragilidade e fraqueza daqueles que foram tomados do pó da terra. Cristo provou a morte física, e isto demonstra que ela não está atrelada ou que deriva da desobediência de Adão.
Lembremos que Jesus é o Cordeiro de Deus; que sem derramamento de sangue não há remissão de pecado; sem a morte do cordeiro não há sacrifício. Ora, se Deus é luz e nele não há trevas alguma, como poderia receber o cheiro suave do sacrifício se a morte física teve origem no pecado?
Quando Cristo se ofereceu em holocausto ao Pai, ele disse: “Nas tuas mãos entrego o meu espírito”, ou seja, a morte física não é proveniente da condenação estabelecida em Adão, pois o sacrifício depende da morte do cordeiro “De outra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo” ( Hb 9:26 ).
Posicionamento das Escrituras
A condenação da humanidade é (apenas) destituição da glória de Deus, e isto, tão somente isto, já é por ‘demais’ funesto. É indiscutível o fato da condenação e perdição do homem sem Deus. A alienação de Deus não precisa ser enfatizada ou descrita através de palavras tais como: ‘todo’, ‘completamente’, ‘terrivelmente’, ‘maus até os ossos’ ou ‘totalmente depravados’.
Se admitirmos que o homem sem Cristo é ‘completamente’, ‘totalmente’ perdido, também teríamos que admitir que os salvos são ‘completamente’, ‘totalmente’, ‘terrivelmente’ salvos.
O julgamento e condenação da humanidade ocorreram em Adão, e a pena estabelecida foi alienação de Deus ( Rm 5:18 ; Jo 3:18 ). A bíblia descreve este estado como sendo separação, destituição, alienação de Deus. Ora, não há necessidade de superlativos ou de adjetivos adicionais para se enfatizar ou demonstrar qual é a condição da humanidade sem Cristo, visto que, não há na bíblia o uso de superlativo para descrever a condição do homem sem Deus. Um condenado é condenado, e não totalmente condenado. Um perdido é somente perdido, o que de per si caracteriza uma condição terrível.
Não podemos confundir a universalidade do pecado quando se diz: “... todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”, com a idéia de que o perdido é totalmente, completamente, irremediavelmente perdido.

O homem sem Cristo é totalmente depravado?
Se a idéia contida na palavra ‘depravado’ refere-se à condição daqueles que não crêem em Cristo de alienação de Deus, podemos dizer que o homem é (totalmente) depravado (completamente perdido). Porém, por que não simplificar e falarmos como dizia o apóstolo Paulo: todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. Por que transtornam a idéia apresentada por Paulo introduzindo a palavra totalmente? É certo dizer que todos pecaram e estão ‘totalmente’ destituídos da glória de Deus? Que idéia a fala procura transmitir com ‘totalmente depravado’?
O artifício de distorcer a palavra de Deus introduzindo uma única palavra foi utilizado no princípio por satanás “É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?” ( Gn 3:1 ).
Porém, se a idéia que procuram enfatizar através da palavra ‘depravado’ denota perversão é fácil perceber que nem todos os homens são ‘totalmente’ pervertidos. Os judeus à época de Cristo eram pervertidos? Os monges que se isolam nos mosteiros são pervertidos? Que dizer das pessoas regradas que vivem nas sociedades orientais? Nicodemos era um homem depravado? Que dizer do homem comum da nossa sociedade?
O que se depreende do texto do calvinista Phil Johnson é que a ‘depravação total’ refere-se a um possível ‘controle’ que o pecado exerce sobre a psique, emoções e desejos, influenciando até mesmo a constituição física do homem, causando todos os males.
Diante desta afirmativa, vale questionar: O pecado desfigura o homem? Ora, os discípulos perguntaram ao Messias sobre quem pecou quando avistaram um paraplégico. A resposta de Cristo foi enfática: “Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus” ( Jo 9:3 ).
Diante da resposta de Cristo fica demonstrado cabalmente que o pecado não é a causa de qualquer deformidade ou deficiência física. Ora, o interprete das Escrituras não pode confundir os vários comparativos que as Escrituras estabelecem entre o pecado e as enfermidades e admitir que as enfermidades físicas são provenientes do pecado. O pecado é comparado à lepra, porém, a lepra não decorre do pecado, pois o salário do pecado é uma única cédula: a morte proveniente de uma justa pena, ou seja, a destituição da glória de Deus ( Cl 2:14 ).
O pecado não decorre de um dilema moral, pois se assim fosse teríamos diferentes níveis de pecado e uma só punição. Porém, a bíblia demonstra que o pecado é uma condição pertinente à natureza destituída de Deus. Quando Davi foi concebido e gerado, ele foi concebido e gerado na condição de destituído da glória de Deus, pois esta é a condição dos gerados segundo Adão ( Sl 51:5 ).
O pecado é uma condição da qual o homem não consegue por si só livrar-se, porque tal condição está vinculada a natureza herdada de Adão. Para se ver livre do pecado é necessário o poder de Deus contido no evangelho, visto que, através do evangelho, Deus faz nova todas às coisas: concede um novo espírito e um novo coração aos homens ( Sl 51:10 ).
Quando Paulo disse que os cristãos estavam mortos em delitos e pecados (antes de conhecerem a Cristo), ele somente estava demonstrando que todos estavam destituídos da glória de Deus ( Ef 2:1 ); que eles seguiam o curso deste mundo, ou seja, alienação eterna de Deus, que é o mesmo curso do príncipe da potestade do ar.
O apóstolo Paulo estava descrevendo a condição do homem sem Deus, e não os feitos do homem em sujeição ao pecado (filhos da ira e da desobediência, ou seja, filhos de Adão).

A Carne
Qual a vontade da carne, ou seja, a vontade da natureza decaída? A carne em Ef 2:1 -3 não diz da constituição física do homem, antes diz da natureza decaída proveniente de Adão. Ora, não podemos esquecer que, o que é nascido da carne é carne, mas o que é nascido do Espírito é espírito. A ‘vontade’ da carne é o mesmo que ‘inclinação’, e verifica-se que é da vontade da carne (inclinação) que todos os homens sem Cristo sigam para a morte ( Rm 8:6 ).
Os que estão na carne, ou seja, que foram gerados de Adão não pode agradar a Deus. Estão em inimizade contra Deus. Inclina-se para a morte. Fazem a vontade da carne. Diferem dos nascidos do Espírito, que estão em amizade com Deus e inclina-se para a vida e a paz.
É por isso que Paulo ao escrever aos Gálatas disse: “Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito, e o Espírito o que é contrário à carne. Estes opõe-se um ao outro, para que não façais o que quereis” ( Gl 5:17 ). A oposição carne versus Espírito resume-se em morte e vida, conforme depreendemos o que lemos em ( Rm 8:6 ): “A inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser”.
Não comungo com o pensamento calvinista porque acrescenta à palavra de Deus (a graça e poder de Deus manifesta aos homens) algumas palavras para dar ênfase a doutrinas calvinista, tais como: o homem é totalmente depravado, para dizerem que é impossível o homem que tem sede beber da água que faz jorrar uma fonte para a vida eterna oferecida através do evangelho. Para eles o simples fato de o homem aceitar a água ofertada por Cristo seria como se o homem estivesse se salvando.
Para demonstrar que alguns homens foram escolhidos para serem salvos, acrescentam a palavra ‘eleitos’ em versículos que demonstram que a salvação é para todos os homens.

Adultério - Oque Diz a Bíblia


                                                                            Adultério


os mandamentos de Deus proíbem o adultério. A Bíblia diz em Êxodo 20:14 “Não adulterarás.” 
Deixar a esposa ou o esposo, por causa de outra pessoa, é legalmente possível, mas é adultério aos olhos de Deus. A Bíblia diz em Lucas 16:18 “Todo aquele que repudia sua mulher e casa com outra, comete adultério; e quem casa com a que foi repudiada pelo marido, também comete adultério.” 
Cobiçar a mulher ou o homem alheio é uma forma de adultério. A Bíblia diz em Mateus 5:27-28 “Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela. 
Como tratou Jesus a mulher adúltera? A Bíblia diz em João 8:10-11 “Então, erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém senão a mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu te condeno; vai-te, e não peques mais.” 
A vontade de Deus é que evitemos imoralidade sexual. A Bíblia diz em 1 Tessalonicenses 4:3 “Porque esta é a vontade de Deus, a saber, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição.” 

Nosso Credo



NOSSO CREDO

1. Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29).
2. Na inspiração verbal da Bílbia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão (2 Tm 3.14-17).
3. Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e sua ascensão vitoriosa aos céus (Is 7.14; Rm 8.34 e At 1.9).
4. Na pecaminosidade do homem que o destituiu da glória de Deus, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode restaurá-lo a Deus (Rm 3.23 e At 3.19).
5. Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus (Jo 3.3-8).
6. No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor (At 10.43; Rm 10.13; 3.24-26 e Hb 7.25; 5.9).
7. No batismo bíblico efetuado por imersão do corpo inteiro uma só vez em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19; Rm 6.1-6 e Cl 2.12).
8. Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus no Calvário, através do poder regenerador, inspirador e santificador do Espírito Santo, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas do poder de Cristo (Hb 9.14 e 1Pd 1.15).
9. No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo, com a evidência inicial de falar em outras línguas, conforme a sua vontade (At 1.5; 2.4; 10.44-46; 19.1-7).
10. Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade (1 Co 12.1-12).
11. Na Segunda Vinda premilenial de Cristo, em duas fases distintas. Primeira - invisível ao mundo, para arrebatar a sua Igreja fiel da terra, antes da Grande Tribulação; segunda - visível e corporal, com sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos (1Ts 4.16. 17; 1Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc 14.5 e Jd 14).
12.Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo, para receber recompensa dos seus feitos em favor da causa de Cristo na terra (2Co 5.10).
13.No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis (Ap 20.11-15).
14.E na vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis e de tristeza e tormento para os infiéis (Mt 25.46).

A Bíblia



A Bíblia

Introdução:

Velho Testamento Lucas 24:27.
"Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos". (I Coríntios 10:11).
"Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança". (Romanos 15:4).

Novo Testamento Lucas 24:27.
Por quase quatrocentos anos, Deus não chamou nenhum profeta para dizer "assim diz o Senhor". Em todo este tempo nenhum escritor inspirado apareceu. Por isso este tempo é chamado "Os Anos Silenciosos" ou "O Período Negro".

Os quatro evangelhos não têm a intenção de dar uma biografia completa de Cristo. "Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome." (João 20.31).
Mesmo que os quatro se complementassem, um ao outro, mostrando partes da vida de Cristo que o outro não relatou, os quatro testemunham, juntamente, em pelo menos dez áreas, assim revelando a ênfase dos escritos dos evangelhos que é a vida de Cristo e a Sua obra salvadora completa para o homem pecador. São elas:
1a. Cristo visto
2a. Ministério de João Batista
3a. Alimentação dos cinco mil
4a. Cristo como Rei - (Zacarias 9:9)
5a. Traição de Judas
6a. Negação de Pedro
7a. Julgamento e crucificação
8a. A ressurreição corporal
9a. 40 dias após a ressurreição
10a. Segunda vinda predita (parúsia ou parousia)

O que é a Bíblia Sagrada?

A definição canônica mais curta da Bíblia é a revelação de Deus à humanidade. Tudo o que Deus tem preparado para o homem, bem como o que Ele requer do homem, e tudo o que o homem precisa saber espiritualmente da parte d'Ele quanto a sua redenção e felicidade eterna, está revelado na Bíblia. Tudo o que o homem tem a fazer é tomar a Palavra de Deus e apropriar-se dela pela fé. O autor da Bíblia é Deus; seu real intérprete é o Espírito Santo, e seu assunto central é o Senhor Jesus Cristo. O homem deve ler a Bíblia para ser sábio, crer na Bíblia para ser salvo e praticar a Bíblia para ser santo ou santificado. A coleção completa dos livros divinamente inspirados constituindo a Bíblia é chamada de cânon. Os nomes canônicos mais comuns do Livro Sagrado são:
-      Escrituras: Mateus 21:42; I Coríntios 3:4.
-      Santas Escrituras: Romanos 1:2.
-      Livro do Senhor: Isaías 34:16.
-      A Palavra de Deus, Marcos 7:13; Lucas 11:28; Hebreus 4:12.
-      Oráculos de Deus, Romanos 3:2; Hebreus 5:12.

MATERIAIS ORIGINAIS

· Papiro: Material extraído de uma planta aquática desse mesmo nome. Há várias menções dele na Bíblia, como por exemplo, Jó 8:11. De papiro deriva o termo papel. Seu uso na escrita vem de 3.000 a.C., no Egito.
· Pergaminho: Ë a pele de animais, curtida e preparada para escrita. É material superior ao papiro, porém de uso mais recente do que aquele. Teve seu uso generalizado, a partir do início do século I, na Ásia Menor. É também citado na Bíblia, exemplo: II Timóteo 4:13.
Línguas Originais

· Hebraico: Para o Antigo Testamento.
· Grego: Para o Novo Testamento.
Antigo Testamento foi escrito em Hebraico, uma língua da família das línguas semíticas, caracterizada pela predominância de consoantes; a não ser Esdras 4:8 a 6:18; 7:12-16; Jeremias 10:11; Daniel 2:4 a 7:8, que foram lavrados em Aramaico.
A palavra "Hebraico" vem de "Hebrom", região de Canaã que foi habitada pelo patriarca Abraão em sua peregrinação, vindo da terra de Ur; Estas são as duas línguas principais em que a Bíblia foi inspirada e escrita.. As traduções só conservam a inspiração quando reproduzem fielmente o original.
. Manuscrito: Tudo era feito pelos escribas de modo laborioso, lento e oneroso. Desse tempo para cá, Deus tem abençoado maravilhosamente a difusão do Seu Livro, de modo que hoje em dia milhões de exemplares são impressos em muitos pontos do globo com rapidez e facilidade em modernas impressoras.
Escritores da Bíblia
A existência da Bíblia, abrangendo seus escritores, sua formação, composição, preservação e transmissão, só pode ser explicada como milagre de Deus, ou melhor: Deus é seu autor. Foram cerca de quarenta os escritores da Bíblia. Deste modo, a Palavra Escrita de Deus foi nos dada por canais humanos, assim como o foi a Palavra Viva - Cristo, Apocalipse 19:13.
Esses homens pertenceram às mais variadas profissões e atividades, escreveram e viveram distantes uns dos outros em época e condições diferentes. Levaram 1500 anos para escrever a Bíblia. Apesar de todas estas dificuldades, ela não contém erros nem contradições. Há sim dificuldades na compreensão, interpretação, tradução, aplicação, mas isso do lado humano, devido a nossa incapacidade em todos os sentidos.
A origem do nome Bíblia
· Este nome consta apenas da capa da Bíblia, mas não o vemos através o volume sagrado. Foi primeiramente aplicado por João Crisóstomo, grande reformador de Constantinopla. (398 - 404 A.D). O vocábulo "Bíblia" significa etimologicamente "coleção de livros pequenos", isto porque os livros da Bíblia são pequenos, formando todos um volume não muito grande como tão bem conhecemos. De fato, a Bíblia é uma coleção de livro. Porém, perfeitamente harmônicos entre si. É devido a isso que a palavra Bíblia sendo plural no grego passou a ser singular nas línguas modernas.
· À folha de papiro do século XI a.C. preparada para a escrita, os gregos chamavam de "biblos". Ao rolo pequeno de papiro, os gregos chamavam "biblion", e ao plural deste chamavam "biblos".
· Portanto o vocábulo Bíblia deriva da língua grega. Os vocábulos bíblia e biblion" constam do Novo Testamento grego, mas não referente à própria Bíblia :
- Bíblia : João 21:25; II Timóteo 4:13; Apocalipse 20:12; Daniel 4:2.
- Biblion: Lucas 4:17; João 20:30.
Ao comparar as diferentes cópias do texto da Bíblia entre si e com os originais disponíveis, menos de 1% do texto apresentou dúvidas ou variações, portanto, 99% do texto da Bíblia é puro. Vale lembrar que o mesmo método (crítica textual) é usado para avaliar outros documentos históricos, como a Ilíada de Homero, por exemplo; É o livro mais vendido do mundo. Estima-se que foram vendidos 12 milhões de exemplares na versão integral, 13 milhões de Novos Testamentos e ainda 450 milhões de brochuras com extratos dos textos originais; Foi a primeira obra impressa por Gutenberg, em seu recém inventado prelo manual, que dispensava as cópias manuscritas;
Manuscritos originais
Manuscritos originais, isto é, saídos das mãos dos escritores, não existe nenhum conhecido no momento. Deus na Sua providência permitiu isso. Se existisse algum, os homens o adorariam mais do que o seu divino Autor. A serpente de metal posta entre os israelitas como meio de auxilio à fé em Deus (Números 21:8-9; Isaías 45:22), foi depois idolatrada por eles (II Reis 18:4).
Deus cuidou do sepultamento de Moisés e ocultou o seu local porque certamente o povo adoraria seu corpo, (Deuteronômio 4:5-6). O Diabo tinha interesse na idolatria e contendeu com o arcanjo que procedeu ao funeral de Moisés (Judas 9 ). Milhões, em muitas terras adoram a cruz de Cristo, ao invés do Cristo da cruz. É também o caso da virgem mãe de Jesus Cristo, que milhões adoram-na mais do que ao filho. Além disso, temos a considerar o seguinte, historicamente, quanto a inexistência de manuscritos originais:
1)    Era costume dos judeus enterrar os manuscritos estragados pelo uso ou qualquer outra causa, para evitar sua mutilação ou interpolação espúria.
2)    Os reis idólatras e ímpios de Israel, podem ter destruído muitos ou contribuído para isso, como é o caso descrito em Jeremias 36:20-26.
3)    O monstro Antíoco Epífanes, rei da Síria (175 - 164 a.C.), durante seu reinado dominou sobre toda a Palestina. Foi homem extremamente cruel. Tinha prazer em aplicar torturas. Decidiu exterminar a religião judaica. Assolou Jerusalém em 168 a.C profanando o templo e destruindo todas as cópias que achou das Escrituras.
4)    Nos dias do feros imperador romano Diocleciano ( 284 - 302 A.D. ), os perseguidores dos cristãos destruíram quantas cópias acharam das Escrituras. Durante dez anos Diocleciano mandou vasculhar o império visando destruir todos os escritos sagrados. Chegou a crer que tivesse destruído tudo, pois mandou cunhar uma moeda comemorando tal vitória.
A literatura judaica afirma que a missão da chamada Grande Sinagoga, presidida por Esdras, foi reunir e preservar os manuscritos originais do Antigo Testamento - os de que se serviram os Setenta no preparo da Septuaginta - a primeira tradução da Escrituras.
Os textos em línguas originais de que utilizam os atuais eruditos no preparo das modernas versões, são reproduções da atuais cópias de originais.
Cópias de manuscritos originais. Há inúmeras, em várias partes do mundo. Discorrer sobre elas, foge ao escopo desta obra. Esses manuscritos existentes harmonizam-se admiravelmente, assegurando-nos assim da sua autenticidade. Uma confirmação disso vemos nos manuscritos do Mar Morto. Resumo: Em 1947, próximo ao Mar Morto foi descoberto um manuscrito do profeta Isaías, em forma de rolo, escrito em hebraico, datado do ano 100 a.C., sendo assim mais velho que o mais antigo manuscrito bíblico até então conhecido! (Muitos outros foram também encontrados, e centenas de fragmentos de outras obras). Pois bem, o texto desse manuscrito quando comparado com o das nossas Bíblias, concorda plenamente. Esta é uma prova singular da autenticidade das Escrituras, ao considerarmos que o citado manuscrito de Isaías tem a agora mais de 2.000 anos de existência! Os manuscritos bíblicos são sempre indicados pela abreviatura MS.
A Bíblia em suas línguas
A BÍBLIA EM HEBRAICO
Consiste apenas do nosso Antigo Testamento. É essa a Bíblia dos judeus. Lá, o arranjo dos livros é diferente, e o total é 24 em vez de 39, porque vários grupos de livros são contados como um só livro. O texto é sempre o mesmo. Os 24 livros estão classificados em 3 grupos a que Jesus referiu-se em Lucas 24:44 - LEI, PROFETAS, ESCRITOS. Os Salmos eram o primeiro livro do último grupo, talvez por isso citados em Lucas 24:44, querendo indicar todo o grupo.
A BÍBLIA EM PORTUGUÊS
A primeira tradução da Bíblia em português, foi feita por um evangélico: o pastor João Ferreira de Almeida. Fato interessante é que o trabalho foi realizado fora de Portugal. A Cidade foi Batávia, na Ilha de Java, no Oceano Índico. Hoje, essa cidade chama-se Djacarta, capital da República da Indonésia. Almeida foi ministro do Evangelho da Igreja Reformada Holandesa, a mesma que evangelizou no Brasil, com sede em Recife durante a ocupação holandesa, no século XVII . Nasceu em Portugal, perto de Lisboa, em 1628. Faleceu em Java em 1691. A Igreja Católica através do tribunal da inquisição, não tendo podido queimá-lo vivo queimou-o em estátua em Goa, antiga possessão portuguesa na Índia. Essa Igreja nem mesmo agora, no chamado Ecumenismo se, desculpou de tais coisas.
1.   A Versão de Almeida. O Novo Testamento. Almeida traduziu primeiro do Novo Testamento, o qual foi publicado em 1681 em Amsterdã, Holanda. Na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, há um exemplar da 3a. Edição do Novo Testamento de Almeida, feita em 1712.
O Antigo Testamento. Almeida traduziu o Antigo Testamento até o livro de Ezequiel. A essa altura Deus o chamou para o lar celestial, em 1691. Ministros do Evangelho, amigos seus terminaram a tradução, a qual foi publicada completa em 1753.
A sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, de Londres, começou a publicar a tradução de Almeida em 1809, apenas o Novo Testamento. A Bíblia completa num só volume, a partir de 1819. O texto em apreço foi revisado em 1894 e 1925. A Bíblia de Almeida foi publicada a primeira vez no Brasil em 1944 pela Imprensa Bíblica Brasileira, Organização Batista. A Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira tem sido maravilhosamente usada por Deus na disseminação da Bíblia em português, em trabalho pioneiro e continuado. A Versão ARC (= Almeida Revisada e Corrigida). A Imprensa Bíblica Brasileira publicou em 1951 a edição revista e corrigida, abreviadamente conhecida por ARC.
A Versão ARA (= Almeida Revista e Atualizada). Uma comissão de especialistas brasileiros trabalhando de 1945 a 1955 preparou a Edição Revisada e Atualizada de Almeida, conhecida abreviadamente por ARA.
É uma obra magnífica, com melhor linguagem e melhor tradução. O Novo Testamento foi publicado em 1951. O Antigo Testamento, em 1958. A publicação é da Sociedade Bíblica do Brasil.
Foi usado o texto grego de Neste para o Novo Testamento e o hebraico do Brasil.
Comissão Permanente Revisora do ARA.
Revisão é uma atualização do texto em vernáculo, para que se o entenda melhor.
Razão: uma língua viva evolui como todas as coisas vivas. Há uma comissão viva permanente de revisão da ARA, mantida pela Sociedade Bíblica Brasileira, acompanhando os progressos da crítica textual.
2.     Antônio Pereira de Figueiredo. Padre católico romano. Grande latinista. Editou o Novo Testamento em 1778 e o Antigo Testamento em 1790. Tradução feita em Portugal.
3.     A “Tradução Brasileira" Feita por uma comissão de teólogos brasileiros e estrangeiros. O Novo Testamento foi publicado em 1910 e o Antigo Testamento em 1917. É tradução mui fiel ao original Esgotada.
4.     Huberto Rhoden. Padre brasileiro, de Santa Catarina. Foi publicada em 1935. Esse padre deixou a igreja Romana. E versão muito usada na crítica textual. Esgotada.
5.     Matos Soares. Também padre brasileiro. Traduziu da Vulgata. Foi publicada no Brasil em 1946. Já o era em Portugal desde 1933. É a Bíblia popular dos católicos romanos de fala portuguesa. Um grave inconveniente são os itálicos que às vezes são mais extensos do que o texto em si, e conduzem a preconceitos e tendências.
6.    A versão da Imprensa Bíblica Brasileira. A IBB lançou em 1968, após anos de cuidadoso trabalho, uma nova versão em português, conhecida como VIBB, baseada na tradução de Almeida. A edição de 1968, após longos anos de cuidadoso trabalho, uma versão em português, conhecida como VIBB, baseada na tradução de Almeida. A edição de 1068 apareceu apenas em formato de púlpito. Em 1972 foi lançado o formato popular, comum, Nessa versão foram utilizados os melhores textos em hebraico e grego. Ótima versão.
7.    Outras Versões. A igreja Católica Romana tem publicado mais edições dos Evangelhos e Novo Testamento Os itálicos, notas e apêndices, conduzem, é claro, às doutrinas daquela Igreja. Os Testemunhas de Jeová publicam uma versão falsificada de toda a Bíblia - “a Tradução Novo Mundo". O texto é mutilado e cheio de interpolação. Foi preparado para apoiar as cenas anti-bíblicas dessa seita falsa.
8.     A importância da Bíblia em português. A língua portuguesa é falada em todos os continentes, fato que revela a importância da Bíblia em português, em todos os sentidos.
A BÍBLIA CATÓLICA ROMANA
Estas têm 7 livros a mais, perfazendo 73 ao todo. Esses livro a mais são os chamados "apócrifos" , palavra que no sentido religioso significa não genuíno. São livros não inspirados por Deus. Os 7 apócrifos estão inseridos todos no Antigo Testamento. Isso foi feito muito depois de encerrado o cânon do Antigo Testamento, por conveniência da igreja Romana. A aprovação deles, por essa igreja deu-se no Concílio de trento em 1546 em meio a muita controvérsia. Seus títulos são: Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico (Não confundir com o livro canônico Eclesiastes), Baruque, I Macabeus, II Macabeus, Ester (Ao livro de Ester), Cântico dos três Santos Filhos (Ao livro de Daniel), História de Suzana (Ao livro de Daniel), Bel e o Dragão (Ao livro de Daniel), As Bíblias católicas têm livros cujos nomes daqueles empregados nas edições evangélicas. Essas diferenças não têm grande importância. Entretanto. Como os protestantes usam também Bíblias de edição católica, é bom que se dê um quadro explicativo, que os auxilie no manejo das diferentes edições:

Bíblia protestante         Bíblia católica
I, II Samuel
  I, II Reis
I, II Reis
  III, IV Reis
I, II Crônicas
  I, II Esdras
Como se vê é simples questão de nomes, mais ou menos apropriados, seguindo o critério das autoridades que dirigem as edições, e para todos eles há justificativas histórica e tradicional.
Notam-se também variações na numeração dos Salmos Vejamos essas variações num quadro. Assim:

Bíblia católica               Bíblia protestante
Salmos 9,10
  Salmos 9
Salmos 11-113 
  Salmos 10-112
Salmos 114,115
  Salmos 113
Salmos 116
  Salmos 114-115
Salmos 147
  Salmos 146-147
Salmos 148,150
  Salmos 148,150
Conclusão: Cancelados os livros apócrifos, as Bíblias católicas e protestantes são substancialmente idênticas. Basta conferí-las. Aparecem naturalmente variações na linguagem e até mesmo de sentido, o que é inevitável, em qualquer obra de tradução. A causa às vezes, está na diferença de competência do tradutor, outras vezes nas variações das fontes originais. Os nossos 39 livros do Antigo Testamento, os católicos chamam protocanônicos. Os que chamamos pseudoepigráficos, eles chamam apócrifos. (Os evangélicos chamam de pseudoepigráficos a um grupo de livros espúrios, nunca reconhecidos pela Igreja Católica. A esses, essa Igreja chama apócrifos).
A estrutura da Bíblia
Estudaremos neste ponto um resumo da estrutura da Bíblia quanto a sua composição em partes principais, livros, classificação dos livros por assuntos, divisão dos livros em capítulos e versículos, e certas particularidades indispensáveis.
1.     Divisão em partes principais. São duas: Antigo e Novo Testamento. O Antigo Testamento é três vezes mais volumoso do que Novo Testamento.
2.     Composição quanto a livros. São 66, sendo 39 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento. O maior livro é o dos Salmos; o menor é III João.
3.     Divisão em capítulos. São 1.189, sendo 929 no Antigo Testamento e 260 no Novo Testamento. O maior capítulo é o Salmo 119; e o menor é o Salmo 117 e, acredite ou não, o Salmo 118 é o Centro da Bíblia. Para ler A Bíblia toda em um ano basta ler % capítulos aos domingos e 3 nos demais dias da semana. Nosso sistema moderno de capítulos foi introduzido em 1250 AD por Hugo de Saint Cher, abade dominicano, estudioso das Escrituras que morreu em 1263. As divisões da Bíblia facilitam a memorização.
4.     Divisão em versículos. São 31.173, sendo 23.214 no Antigo Testamento e 7.959 no Novo Testamento. O maior versículo está em Ester 8:9 e o menor em Êxodo 20:13, na ARC; em Lucas 20:30 na TRBR; em Jó 3:2 na ARA. Como se vê, depende da Versão. Noutras línguas varia também. Isso não tem muita importância. Foi dividida em versículos em duas etapas: Antigo Testamento em 1445 pelo Rabi de Paris Robert Stephanus que publicou a primeira Bíblia dividida em capítulos e versículos em 1555, sendo esta a Vulgata Latina. A divisão nem sempre é feita sabiamente, e em inúmeros casos, essas divisões são inexatas, bipartindo o texto e alterando a linha do pensamento. Estas divisões além de serem utilíssimas na localização de qualquer fração do texto, tinham por objetivo facilitar a consulta e as citações bíblicas, e foi aceita por todos, incluindo os judeus; Foi escrita e reproduzida em diversos materiais, de acordo com a época e cultura das regiões, utilizando tábuas de barro, peles, papiro e até mesmo cacos de cerâmica.
5.    Classificação dos livros. Os 66 livros estão classificados ou agrupados por assuntos, sem ordem cronológica. É bom ter isso em mente ao estudar A Bíblia, pois evitará muito mal entendido, especialmente na esfera da história, da profecia bíblica e no desenvolvimento da doutrina. A classificação dos livros do Antigo Testamento, por assuntos, acima, vem da ordem cronológica dos mesmos, o que para os leitores menos avisados, dá lugar a não poucas confusões quando o mesmo procura agrupar os assuntos cronologicamente. O Antigo Testamento. Seus 39 livros estão divididos em 4 classes: LEI, HISTÓRIA, POESIA, PROFECIA (Profetas Maiores e Menores). Os livros de cada classe são os seguintes.
-   LEI (Tóra) : Os 5 primeiros livros do Antigo Testamento, ou cinco livros de Moisés - Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, esses cinco livros são chamados Pentateuco. Tratam de toda a criação e da LEI.
-   HISTÓRIA: 12 livros - Josué, Juízes, Rute, I e II Samuel, I e II Reis, I e II Crônicas, Esdras, Neemias e Ester . Contém a história do povo escolhido: Israel.
-   POESIA: 5 livros - Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cânticos dos Cânticos (Cantares). São chamados poéticos devido ao gênero do seu conteúdo e não por outra razão.
-   PROFECIA - 17 livros - de Isaías a Malaquias. 
Esses 17 livros estão subdivididos em dois grupos:
-   Profetas Maiores: 5 livros, Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel e Daniel.
-   Profetas Menores: 12 livros, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.
* Os nomes maiores "maiores e menores" referem-se ao volume de matéria dos livros e extensão do ministério profético. Na Bíblia hebraica (o nosso Antigo testamento), a divisão dos livros é bem diferentes como já falamos.
O Novo Testamento. Seus 27 livros também estão divididos em quatro classes: BIOGRAFIA, HISTÓRIA, DOUTRINA, PROFECIAS. Os livros de cada classe são os seguintes:

-   BIOGRAFIA: São os quatro Evangelhos - Mateus, Marcos, Lucas e João. Descrevem a vida terrena do Senhor Jesus e o Seu glorioso ministério entre os homens. Os três primeiros são chamados Sinópticos dos Evangelhos fala também da sua universalidade, por serem quatro os pontos cardeais.
-   HISTÓRIA: É o livro de Atos dos Apóstolos. Registra a história da Igreja Primitiva, seu viver e agir. O livro mostra que o segredo do progresso da Igreja é a plenitude do Espírito Santo.
-   DOUTRINA: São 21 livros chamados Epístolas ou Cartas. Umas são dirigidas a igrejas e outras a indivíduos, etc. Cartas de Paulo ou Epístolas Paulinas - Romanos, I e II Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I e II Tessalonicenses, I e II Timóteo, Tito e Filemon. Cartas Universais ou Epístolas Gerais - Hebreus, Tiago, I e II Pedro, I, II e III João e Judas.
-   PROFECIAS: É o livro de Apocalipse. Esta palavra significa revelação. Trata da volta pessoal do Nosso Senhor e Salvador Jesus à terra, é o inverso do livro de Gênesis. Lá narra como tudo começou; aqui, como tudo findará.
Há outras modalidades de classificação, mas a que vai acima, parece-nos bastante simples e prática.
       A disposição dos 66 livros. Os que organizaram a presente disposição dos livros foram sem dúvidas guiados por Deus, porque se nota uma gradativa correlação doutrinária entre os mesmos. Exemplo disso: Antigo Testamento há uma linda relação entre o livro dos Salmos e o de Provérbios. Nunca poderiam vir separados. Os Salmos tratam do nosso andar com Deus; Provérbios: o nosso andar com os homens. Esses livros não podiam estar distantes.
Exemplo em o Novo Testamento: As Epístolas. Vejamos:
-      Romanos, fala da Salvação.
-      I e II Coríntios, fala da Vida Cristã Disciplinada.
-      Efésios, Filipenses e Colossenses, falam da Vida Consagrada.
-      I e II Tessalonicenses, falam da Vinda de Jesus.
-      I e II Timóteo, Tito falam de Obreiros e Ministério.
-      I e II Pedro, falam de Provas e Tribulações.
Não se deve pensar que somente os proféticos têm profecia, ou os poéticos só têm poesia, ou os doutrinários (Epístolas) só doutrinas; da mesma forma os históricos não são apenas para relatar fatos históricos. Cada livro da Bíblia deve ser estudado convenientemente para que o seu ensino seja apreendido. Sem dúvida alguma a Bíblia é uma biblioteca extraordinária!
Fatos e peculiaridades
O Salmo 119 tem em hebraico 22 seções de 8 versículos cada. O número 22 corresponde ao de letras do alfabeto hebraico. Cada uma das 22 seções inicia com uma letra do referido do alfabeto, e em cada seção dos versículos começam com a letra da respectiva seção. Ali, em hebraico, os capítulos 1,2 e 4 têm 22 versículos cada, correspondendo ás 22 letras do alfabeto, de Álefe a Tau. Porém o capítulo 3 tem 66 versículos, levando cada três deles, a mesma letra do alfabeto. Há outros casos assim na estrutura da Bíblia. Isso jamais poderia ser obra do acaso.
Por exemplo: O Salmo 22 é alfabético - um versículo para cada letra hebraica.
O livro de Isaías é uma miniatura da Bíblia. Tem 66 capítulos correspondentes aos 66 livros. A primeira seção tem 39 capítulos correspondendo à mensagem do Antigo Testamento. A segunda seção tem 27 livros, tratando de conforto, promessa e salvação seção tem 27 livros, tratando de conforto, promessa e salvação, correspondendo à mensagem do Novo testamento. O Novo Testamento termina mencionando o novo céu e a nova terra. O mesmo ocorre no término de Isaías (66:22). O próprio nome Isaías tem semelhança com o que Jesus, no significado. Isaías quer dizer Salvação de Jeová, e Jesus Jeová é Salvação.
A frase "não temas", ocorre 395 vezes em toda a Bíblia, o que dá uma para cada dia do ano! O capítulo 19 de II Reis é idêntico ao 37 de Isaías. O Antigo Testamento encerra citando a palavra "maldição", o Novo Testamento encerra citando "a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo".
A Bíblia foi o primeiro livro impresso no mundo após a invenção do preto; isso se deu em 1452 em Mainz, Alemanha.
Os números 3 e 7 predominam admiravelmente em toda a Bíblia.
O nome de Jesus consta do primeiro e último versículo do Novo Testamento
A Bíblia completa pode ser lida em 70 horas e 40 minutos, na cadência de leitura de púlpito. O Antigo Testamento leva 52 horas e 20 minutos. O Novo Testamento, 18 horas e 20 minutos.
A unidade física da Bíblia
Unidade e existência física da Bíblia até os nossos dias só pode ser explicada como um milagre. A Palavra de Deus consiste de  66 livros diferentes, escritos por cerca de 40 escritores de quase todo grau social, escrevendo em vários períodos durante um período de cerca de 1600 anos, ou seja, 16 séculos; Esses homens tinham diferentes atividades tais como: escritores, estadistas, camponeses, reis, vaqueiros, pescadores, padres, cobradores de impostos, fabricante de tendas; instruídos (cultos) e ignorantes (incultos), judeus e gentios e escreveram sob diferentes situações e circunstâncias. Na maior parte dos casos, desconhecidos um para o outro, escrevendo em duas línguas principais. Devido a essas circunstâncias, em muitos casos, os autores nada sabiam sobre o que já havia sido escrito, Muitas vezes um escritor iniciava um assunto e, século depois um outro o completava Tudo isto somando num livro puramente humano daria uma babel indecifrável! Imagine o que seria fisicamente a Bíblia, se não fosse a mão de Deus!
Quanto à unidade física da Bíblia, ninguém sabe ao certo como os 66 livros encontraram-se e agruparam-se num dó volume; isso é obra de Deus. Sabemos que os escritores não escreveram os 66 livros de uma só vez, nem em um só lugar, nem com o objetivo de reuni-los num só volume, mas em intervalos durante 16 séculos, em que lugares que vão de Babilônia a Roma.
Se alguma falha for encontrada na Bíblia, será sempre do lado humano, como tradução mal feita, grafia inexata, Interpretação forçada, má compreensão de quem estuda, falsa aplicação quanto aos sentidos do texto, etc. Portanto, quando encontrarmos na Bíblia um trecho discrepante, não pensemos logo que é erro! Saibamos refletir como Agostinho, que disse: “Num caso desse, deve haver erro do copista, que não consigo entender...”.
O tema central da Bíblia
É o Senhor Jesus Cristo. Ele mesmo declara em Lucas 24:27, 44 e João 5:39. Considerando Cristo como o tema central da Bíblia, os 66 livros poderão ficar resumidos em 5 palavras, todas referentes a Cristo, assim:
PREPARAÇÃO - Todo o Antigo Testamento trata da preparação para o advento de Cristo.
MANIFESTAÇÃO - Os Evangelhos tratam da manifestação de Cristo ao mundo, como Redentor.
PROPAGAÇÃO - Os Atos dos Apóstolos tratam da propagação de Cristo por meio da Igreja.
EXPLANAÇÃO: As Epístolas tratam da explanação de Cristo. São os detalhes da doutrina.
CONSUMAÇÃO: O Apocalipse trata de Cristo consumando todas as coisas - C. I. Scofield.
A Bíblia, tendo Cristo como o tema central, podemos resumir todo o Antigo Testamento numa frase: JESUS VIRÁ, e o Novo Testamento noutra frase: JESUS JÁ VEIO (é claro, como Redentor). Assim sendo, as Escrituras sem a pessoa de Jesus seriam como a física sem a matéria e a matemático sem os números. Já imaginou um cristão sem a Bíblia?
E nós irmãos, o que estamos fazendo, para difundir a Bíblia o livro que nos salvou, como mandou o Sr. Jesus?
"E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura. (Marcos 16:15)".
 Preparado por Daniel Borges 20/09/2002